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Introdução
Atualmente ter carta de condução, é um elemento banal na vida quotidiana das pessoas. A cultura das sociedades modernas estabeleceu em cada cidadão a necessidade de possuir um documento que lhe faculte a condição legal para conduzir. No entanto, essa mesma sociedade não fiscaliza nem avalia se todos reúnem condições físicas, psíquicas, morais e técnicas para a possuírem. A dita legalidade tornou-se numa banalidade, em alguns casos sem responsabilidade.
Apesar de todo o cidadão ter o direito de pretender possuir uma carta de condução, facilmente se poderá comprovar no dia-a-dia, que nem todos apresentam requisitos, tais como conhecimentos de caráter teórico e prático, que lhes confiram condições técnica e operacional para conduzir uma viatura automóvel.
Como resultado destes factos, surgem os problemas nefastos dos acidentes.
Temos defendido a ideia da urgência na tomada de atitudes drásticas, a fim de minimizar os efeitos negativos dos acidentes que ocorrem na esmagadora maioria, por incúria de alguns condutores.
Os prejuízos materiais diretos e indiretos suportados por toda a sociedade são enormes, sendo os dramas individuais e familiares decorrentes dos acidentes rodoviários incalculáveis.
Nem todos os acidentes ocorrem do facto de muitos condutores não merecerem ser detentores da carta de condução. No domínio do transporte rodoviário de mercadorias perigosas em geral, essa realidade não é um bom exemplo, se atendermos às exigências legais ou às determinações particulares, como são exemplo as normas dos regulamentos ADR (European Agreement Concerning the International Carriage of Dangerous Goods by Road – Acordo Europeu Relativo ao Transporte Internacional de Mercadorias Perigosas por Estrada) e do ASRA (Acordo de Segurança Rodoviária Acrescentada), que é um acordo sobre boas práticas, para os transportes rodoviários de produtos petrolíferos e da responsabilidade dos técnicos que formam o GT8 (Grupo de Trabalho de Transportes Rodoviários de Produtos Petrolíferos) da APETRO.
Ao falarmos sobre o transporte rodoviário de mercadorias perigosas, as primeiras regras de segurança que sobressaem são as expressas no ADR.
Como já referimos nos artigos anteriores, o ADR é um documento imprescindível e de valor incalculável na segurança rodoviária. Também o ASRA, sendo um documento de cariz totalmente nacional, possui capacidades técnicas que deveriam merecer uma especial atenção por parte das entidades oficiais ligadas à Segurança Rodoviária.
Na laboração contínua da Indústria Petrolífera, a segurança apresenta-se como uma necessidade mas também como uma prioridade, sendo olhada e sentida, numa perspetiva de gestão, como um investimento, pois os seus impactos traduzem-se positivamente na saúde dos trabalhadores, na produtividade, rentabilidade e reputação das empresas.
Hoje, as empresas de vanguarda, já não abordam as questões da segurança na sua perspetiva “pura e dura”. A aceitação dos comportamentos que adotamos e a forma como vivemos têm um enorme impacto na qualidade de vida e bem-estar do ser humano, daí a importância de hoje se pensar na “Promoção da Saúde”.
Sabendo da importância do ASRA, questionamos: “mas que relação tem o ASRA e a Promoção da Saúde?”
Em resposta à pergunta utilizamos a expressão popular: “iniciemos pelo princípio!”.

Momentos de História
Quando referimos a APETRO e o seu grupo de trabalho GT8, é importante que se faça uma apresentação, não só da organização, mas também da sua constituição, missão e do trabalho que desenvolve.
A “Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas – APETRO”, foi fundada em Setembro de 1992 e reúne as principais empresas petrolíferas que atuam no mercado Português: BP, Cepsa, Galp Energia, Repsol e OZ Energia, às quais se juntaram mais recentemente a Spinerg e a Rubis, como associadas setoriais, e a Prio como associada global.

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