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Resumo
Uma vez que a população mundial apresenta uma longevidade maior, mais elevado é também o número de diagnósticos oncológicos, sendo que parte destes indivíduos ainda se encontra em idade ativa e pode desejar e/ou necessitar de regressar ao trabalho. Para além disso, dado o acesso mais facilitado a exames auxiliares de diagnóstico e por se efetuarem diagnósticos mais precoces (além das terapêuticas serem cada vez mais eficazes), a sobrevida também tem vindo a aumentar.
Dentro das diversas patologias crónicas, o cancro associa-se a ausências laborais mais prolongadas.
Foi realizada uma pesquisa em maio de 2014 nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e Academic Search Complete”. Utilizando as palavras/ expressões-chave “return to work” com “cancer” e “neoplasm” foram obtidos 1804 e 438 artigos, com os critérios publicação igual ou superior a 2002 e acesso a texto completo; em função da língua original (portuguesa, inglesa ou espanhola) e da pertinência para o objetivo desta revisão, foram selecionados 59 artigos, dos quais se utilizaram 58.
Parte dos trabalhadores sujeitos a diagnóstico e tratamento oncológico fica com condicionamentos laborais que podem impedir ou dificultar o regresso ao posto de trabalho, sobretudo se não existir uma equipa de Saúde Ocupacional e um Empregador com recetividade a orientar a situação. Dentro desta equipa, o Enfermeiro do Trabalho poderá desempenhar um papel fulcral como Gestor de Saúde Laboral e Global, bem como mediador previligiado entre Trabalhador e Empregador/ Serviços Médicos do SNS/ Serviços Médicos Ocupacionais e Higiene e Segurança da Empresa.

Introdução
Uma vez que a população mundial apresenta uma longevidade maior, mais elevado é também o número de diagnósticos oncológicos, sendo que parte destes indivíduos ainda se encontra em idade ativa e pode desejar e/ou necessitar de regressar ao trabalho1-10.
Para além disso, dado o acesso mais facilitado a exames auxiliares de diagnóstico e por se efetuarem diagnósticos mais precoces (além das terapêuticas serem cada vez mais eficazes), a sobrevida também tem vindo a aumentar1,2,9,11-38. As campanhas específicas para determinado exame, no sentido de se fazer o diagnóstico mais precoce possível, também surtem efeito19 , sobretudo quando o exame não é invasivo. Para além disso, a evolução no diagnóstico e terapêutica permitem também que mais indivíduos consigam manter ou regressar ao trabalho mais rapidamente33,34. Assim, alguns cancros são agora encarados como doença crónica, uma vez que a situação pode estabilizar por longos períodos e/ou ficar razoavelmente controlada com o tratamento16. Dentro das diversas patologias crónicas, o cancro associa-se a ausências laborais mais prolongadas2.
Os cancros mais frequentes no sexo masculino são o da próstata, pulmão, colo-retal e estômago; no sexo feminino destacam-se o da mama, colo uterino, colo-retal e pulmão2.

Metodologia
Foi realizada uma pesquisa em maio de 2014 nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e Academic Search Complete”. Utilizando as palavras/ expressões-chave “return to work” com “cancer” e “neoplasm” foram obtidos 1804 e 438 artigos, com os critérios publicação igual ou superior a 2002 e acesso a texto completo; em função da língua original (portuguesa, inglesa ou espanhola) e da pertinência para o objetivo desta revisão, foram selecionados 59 artigos, dos quais se utilizaram 58.

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