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Como não poderia deixar de ser, começamos este artigo pelos efeitos desta crise que se faz sentir e, infelizmente, não parece poder ficar para trás durante os anos mais próximos.
Já nesta revista, em outras edições, nos referimos às consequências dramáticas que o poder político português deixa que, por resultado da crise, se materializem sobre os mais carenciados, os mais idosos e os mais fracos.
Para aqueles, de nada serve o discurso “estamos a sair da crise”, até porque, como todos sabemos, tal discurso não parece ter a mínima aderência à realidade conforme podemos comprovar diariamente, se não pelas páginas dos jornais e pelos números publicados, pelo menos pela observação direta sobre os nossos concidadãos e sobre as dificuldades que os mesmos enfrentam.
É certo de que nada valem os discursos, mais ou menos arrebatados – provavelmente porque pouco arrebatadores – até porque, como dizia o poeta, somos um povo de brandos costumes e, portanto, comportamo-nos resignadamente perante (quase) tudo o que nos queiram impor.
Parece evidente também que, perante o panorama que se nos tem apresentado desde 2011, o nível de egoísmo de alguns, eventualmente derivado das necessidades de sobrevivência, terá limites de tolerância mais alargados.
Mas, em nossa opinião, ao longo de todo este processo e após o mesmo, poucas coisas, se algumas, deverão permanecer como anteriormente, sob pena de voltarmos a reeditar e a viver esta situação de descalabro nacional.
Para que tal não volte a acontecer é necessário que se definam objetivos e se desenhem os caminhos que os permita atingir, o que parece ser de senso comum, mas não parece ser importante aos olhos de uma classe política, entre outras, que apenas parece estar preocupada com o dia de hoje e muito pouco com o dia de amanhã.
De facto, o nível de emigração dos jovens portugueses, atual e prospetivo, conjugado com o nível histórico de diminuição da taxa de natalidade, está a preparar um cocktail que, no espaço de alguns anos, pode colocar em causa a sobrevivência de Portugal como nação, se nada se fizer no entretanto.
Esta sobrevivência de Portugal, como nação, é de facto um problema de segurança nacional.

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